Alguns mitos ligados á astrologia - A auto imagem
A auto-imagem. Nós não somos a imagem que fazemos ou que fazem de nós. Nós somos aquilo que somos em cada momento – sentindo, experienciando, pensando, agindo no Presente. Somos sujeitos, não somos objectos. Experienciar o “eu sou, eu penso, eu quero, eu posso” conecta-nos com a nossa energia básica. Ao invés, apoiarmo-nos num conceito que nos pode desligar de nós próprios, impede-nos de chegar ao foco do nosso poder, da nossa vida. Demasiado apego a conceitos e auto-imagens fornecidas externamente, desliga-nos do nosso EU. Ao tomarmos posse de nós próprios, tornamo-nos independentes do que quer que seja que nos devolva um auto-conceito: da astrologia, do nosso parceiro, parente ou do que quer que seja que nos “define”. Não temos definição, embora a definição nos pareça uma ideia tranquilizadora e unificadora. O mapa astrológica tem o perigo de poder ser encarado como conceito definido, o qual “compramos” se agradável e rejeitamos se desagradável. Que seja visto apenas como um iluminador de processos, dos nossos processos ou procedimentos, que podem e devem ser transmutados positivamente.
Por outro lado a questão da imagem é hoje em dia encarada como algo vital para o sucesso profissional ou pessoal. Procuramos melhorar a nossa imagem externa a todo o custo e dessa forma tendemos a confundir imagem exterior com auto-imagem. Se assim fosse, não passaríamos de um conjunto de acessórios, roupas, carros, status, etc. Não teríamos personalidade, não existiríamos como pessoas, mas como colecção de objectos. Os budistas vão mais além deste meu conceito, afirmando que o Eu não tem existência inerente do seu próprio lado, isto é, que o Eu é apenas uma criação das nossas mentes, que se o procurarmos ele não existe. Esta minha forma simplista de pôr as coisas, só pode ser ultrapassada pela leitura mais aprofundada de textos ligados ao budismo e a este assunto. Não sou a melhor pessoa para falar disto dado o meu conhecimento limitado.
O que para já quero fazer passar é a ideia de que nós não somos nenhuma auto-imagem, ainda que a publicidade e até os outros nos queiram fazer pensar que é assim. Quando muito, temos uma auto imagem de nós, mas essa imagem não é aquilo que somos na realidade. O auto imagem é uma construção teórica da nossa mente, subjugada a valores, desejos, aos nossos humores. O que somos na realidade é o que experienciamos em cada momento. Estou com frio e triste, estou exultante e preocupado, etc. Em psicologia fala-se do Self Real e do Self Ideal. Um dos axiomas é o de que quanto maior a diferença entre eles, maior o risco que corremos de nos avaliarmos mal e de sofrermos com isso. Dito de outro modo, se “idealmente” nos achamos muito bons e belos e a realidade não corresponde, a nossa realidade interior pode não estar de acordo com isso. Quantas vezes nos achamos muito bem vestidos e com um ar importante, para dai a pouco percebermos que interiormente nos sentimos miseráveis e sós. Se verificarem, em (quase) todas as práticas de ajuda, espirituais ou outras, se tenta restabelecer uma ordem interna, um controle interno. Isso significa de algum modo desvanecer a auto-imagem. Quantas vezes não se chega num consultório á conclusão que “afinal sou mau, afinal não sou o bonzinho que quiseram que eu sempre fosse, também tenho um lado mau, ou uma sombra”. A auto imagem boazinha desaparece, para dar lugar a algo mais real, mas também mais aliviante, o peso do “bonzinho” é efectivamente uma farsa. O Self Ideal (bonzinho) está muito distante do Self Real (sentimo-nos maus, mas não queremos), logo o sofrimento aumenta devido a essa distância. Se essa auto imagem desaparece ou se desvanece, aceitamo-nos melhor como somos, umas vezes bons e outras, não tão bons.
Muitas vezes olhamos para um mapa astrológico e vemos algo positivo. “Sim senhor, isto sou eu”. Se vemos algo negativo dizemos “nem pensar”. Identificarmo-nos com o que está no mapa, é exercício de risco. Não é esse o objectivo. O objectivo é percebermos o que fazemos e o porque é que o fazemos, de maneira a podermos melhorar os nossos próprios processos, de molde a evoluirmos, não é tanto o “eu sou assim ou assado”. A vida vive-se a cada momento, a cada segundo, o segundo anterior já é história, o próximo vem já ai. Nem sequer existe presente, o que existe é o relacionamento com o mundo e é esse relacionamento que importa conhecer. Não aquilo que achamos que somos no mundo, isso só serve ao nosso umbiguito, ou como polidamente diz e muito bem a minha amiga Constance, ao nosso plexo solar.
Por outro lado a questão da imagem é hoje em dia encarada como algo vital para o sucesso profissional ou pessoal. Procuramos melhorar a nossa imagem externa a todo o custo e dessa forma tendemos a confundir imagem exterior com auto-imagem. Se assim fosse, não passaríamos de um conjunto de acessórios, roupas, carros, status, etc. Não teríamos personalidade, não existiríamos como pessoas, mas como colecção de objectos. Os budistas vão mais além deste meu conceito, afirmando que o Eu não tem existência inerente do seu próprio lado, isto é, que o Eu é apenas uma criação das nossas mentes, que se o procurarmos ele não existe. Esta minha forma simplista de pôr as coisas, só pode ser ultrapassada pela leitura mais aprofundada de textos ligados ao budismo e a este assunto. Não sou a melhor pessoa para falar disto dado o meu conhecimento limitado.
O que para já quero fazer passar é a ideia de que nós não somos nenhuma auto-imagem, ainda que a publicidade e até os outros nos queiram fazer pensar que é assim. Quando muito, temos uma auto imagem de nós, mas essa imagem não é aquilo que somos na realidade. O auto imagem é uma construção teórica da nossa mente, subjugada a valores, desejos, aos nossos humores. O que somos na realidade é o que experienciamos em cada momento. Estou com frio e triste, estou exultante e preocupado, etc. Em psicologia fala-se do Self Real e do Self Ideal. Um dos axiomas é o de que quanto maior a diferença entre eles, maior o risco que corremos de nos avaliarmos mal e de sofrermos com isso. Dito de outro modo, se “idealmente” nos achamos muito bons e belos e a realidade não corresponde, a nossa realidade interior pode não estar de acordo com isso. Quantas vezes nos achamos muito bem vestidos e com um ar importante, para dai a pouco percebermos que interiormente nos sentimos miseráveis e sós. Se verificarem, em (quase) todas as práticas de ajuda, espirituais ou outras, se tenta restabelecer uma ordem interna, um controle interno. Isso significa de algum modo desvanecer a auto-imagem. Quantas vezes não se chega num consultório á conclusão que “afinal sou mau, afinal não sou o bonzinho que quiseram que eu sempre fosse, também tenho um lado mau, ou uma sombra”. A auto imagem boazinha desaparece, para dar lugar a algo mais real, mas também mais aliviante, o peso do “bonzinho” é efectivamente uma farsa. O Self Ideal (bonzinho) está muito distante do Self Real (sentimo-nos maus, mas não queremos), logo o sofrimento aumenta devido a essa distância. Se essa auto imagem desaparece ou se desvanece, aceitamo-nos melhor como somos, umas vezes bons e outras, não tão bons.
Muitas vezes olhamos para um mapa astrológico e vemos algo positivo. “Sim senhor, isto sou eu”. Se vemos algo negativo dizemos “nem pensar”. Identificarmo-nos com o que está no mapa, é exercício de risco. Não é esse o objectivo. O objectivo é percebermos o que fazemos e o porque é que o fazemos, de maneira a podermos melhorar os nossos próprios processos, de molde a evoluirmos, não é tanto o “eu sou assim ou assado”. A vida vive-se a cada momento, a cada segundo, o segundo anterior já é história, o próximo vem já ai. Nem sequer existe presente, o que existe é o relacionamento com o mundo e é esse relacionamento que importa conhecer. Não aquilo que achamos que somos no mundo, isso só serve ao nosso umbiguito, ou como polidamente diz e muito bem a minha amiga Constance, ao nosso plexo solar.
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