Astrologia – Princípios básicos, ética e valores
O princípio básico da vida parece ser o da evolução. Forçada pelos acontecimentos ou facilitada por nós? Cabe-nos a tarefa de flexibilizar a tomada de consciência para onde vamos e porque vamos, de molde por um lado a podermos percorrer esse caminho com todas as hipóteses em aberto e por outro lado saber porque é que o estamos a percorrer. Se visitamos um novo território levamos um mapa. Mas um mapa não é a estrada. È uma representação gráfica de caminhos possíveis. Um mapa astrológico não é um guia infalível, nem nos diz o que devemos ou não fazer. Se não conhecemos a estrada convém ir á cautela, mesmo com mapa. Tomando consciência dos processos interiores que regem as nossas acções estamos em posição de maximizar tudo o que há a retirar da vida.
Porquê saber o que vai no interior? Se observarmos a seguinte cadeia, Desejos-Motivações-Planeamento-Acções-Consequências, percebemos que dominando ou conhecendo os nossos desejos, estamos em condições de controlar os efeitos dos mesmos. Não ficamos á mercê de nós próprios. Somos o nosso próprio mecanismo de regulação e já não mais o nosso inconsciente. Tomar consciência, é ganhar o inconsciente. A astrologia fala deste processo a cada um, individualmente. É apenas uma ferramenta, o obreiro é que é importante, a técnica não o é. Não é a única ferramenta de desenvolvimento pessoal, nem substitui ou exclui outras para outras necessidades e dimensões da pessoa: meditação, oração, terapias corporais e psicológicas, individuais ou grupais, ioga, etc. No entanto o fim último de todas é o mesmo: autoconhecimento com vista á evolução.
Evoluímos porquê e para onde? Se olharmos o mapa astrológico vemos um círculo. Conhecendo o movimento dos astros, pensamos em algo cíclico, num ciclo. A última etapa desse ciclo é a de Peixes, a da eliminação total do Ego e da fusão com o Superior, com a Fonte segundo alguns autores, Deus para outros. Para os budistas que não crêem em Deus, o último momento é o da Iluminação, em que se dá a fusão do homem com a sabedoria do universo, momento único a partir do qual não mais há retrocesso. Será este o fim da evolução? É uma hipótese possível, o mistério da vida e do universo ainda está por revelar. O caminho é tão útil quanto a meta. A astrologia aponta possibilidades para o caminho.
Astrologia, necessário um astrólogo? Em princípio, se estamos doentes, recorremos a um médico ou um profissional de ajuda da área em que nos sentimos afectados. Quem procura ajuda ao nível da astrologia, está talvez, doente da alma, angustiado, ansioso, quiçá, desesperado da vida. Não conheço qualquer método ou técnica que possa eliminar “doenças de alma” pela via astrológica. Fica eliminada a hipótese desta curar o que quer que seja. As forças de cura encontram-se dentro do paciente. Poderão ser despoletadas ou coadjuvadas por factores externos, mas estão dentro da pessoa. Astrólogo não é curandeiro, nem panaceia para males de amor, saúde, sexo, profissão, etc. Mas o auto conhecimento é também curativo, no sentido de ser um acto que promove a actualização dos potenciais do indivíduo, que promove o crescimento, e isso é curativo, rejuvenesce faz avançar ou sair de um estado de entropia, de degradação. Podemos considerar a doença um estado de degradação, por vezes necessário. Quando saímos da doença vemo-nos novos, regenerados e muitas vezes melhores do que estávamos anteriormente, obviamente o corpo humano tem limites. O auto conhecimento pode curar ou ajudar a curar, a astrologia pode fornecer pistas, no entanto a visão redutora do poder na mão do astrólogo, deixa-me algo arrefecido. È uma questão de valores.
Humanista: fácil de dizer, nada fácil de ser. Subjacentes a cada profissional de ajuda estão valores. Por força do meio onde cresceu, onde se encontra inserido, da universidade que frequentou ou da associação profissional, alguns verdadeiramente pensados e integrados, outros nem por isso. Muitas vezes não à lugar ao questionamento sobre a veracidade e efectividade de certos valores que estão subjacentes ás atitudes que se tomam para com os clientes. Já para não falar com os maridos, os filhos, os pais, etc. Presentemente duas grandes linhas estão presentes no relacionamento humano: uma que crê na autonomia e nas possibilidades do homem e outra que não vê nisso grande saída para a evolução humana. A primeira designa-se por humanista, à partida todos se revem nesta, mas não é necessário muito para desmistificar essa auto imagem errónea. Basta dizer que sempre que se nos é oferecida a possibilidade de criticar, ajuizar, avaliar, minimizar, punir, ou até oferecer uma solução, fazemo-lo sem hesitar. Certamente não cremos que o outro tenha dentro de si respostas, pois que lhas fornecemos de várias formas. Oferecendo compreensão real e incondicional de forma autêntica, é possível ajudar sem atrapalhar. Alguém que ajude o outro de acordo com o seu esquema de valores, apenas está a comprovar a sua necessidade de afirmação da bondade dos seus valores. Não ajuda ninguém, senão a si próprio e pouco.
A astrologia não se pretende valorativa. Os aspectos não são bons nem maus em si. Alguns estudiosos da astrologia ainda tendem a considerar os aspectos como bons ou maus e de algum modo “encolhem-se” quando vêem algo cuja conotação clássica é negativo. A boa ou má colocação do aspecto, depende do grau de evolução pessoal do indivíduo. Se mais maduro, o aspecto pressionante impulsiona a mais um passo na direcção desejada, talvez seja necessário um pouco mais de esforço e empenhamento, mas esse tipo de indivíduo não regateia e empenha-se generosamente. Ao indivíduo mais “verde”, qualquer esforço lhe parece escravidão, pelo que todo o potencial do aspecto se esvai em fuga, adiamento, negligência e desperdício. No entanto, considero que são os aspectos pressionantes os que mais podem contribuir, se correctamente esclarecidos, para o desenvolvimento pessoal. Seja qual for o guião pelo qual aquele ser humano veio ao mundo, compete-lhe transformar-se. Se já viéssemos perfeitos ao mundo, nada haveria para fazer. Li algures, que nem Deus tem manias de perfeição, achei graça á frase mas a perspectiva teológica não me interessa de momento. Existem várias teorias de criação e a teologia é pródiga nelas, sobretudo no que diz respeito a catalogar e classificar de bom, mau etc. Em minha opinião, a grande força do conhecimento astrológico é proporcionar uma caracterização que possa indicar ao individuo áreas sensíveis onde possa meditar e melhorar a sua relação consigo próprio e com os outros. Não é dizer-lhe que isto ou aquilo é ou está errado. Também não é algo com fundo ético e moral que possa fornecer ao indivíduo respostas quanto a valores. Para isso existem as religiões, a filosofia. Deu para entender?
Porquê saber o que vai no interior? Se observarmos a seguinte cadeia, Desejos-Motivações-Planeamento-Acções-Consequências, percebemos que dominando ou conhecendo os nossos desejos, estamos em condições de controlar os efeitos dos mesmos. Não ficamos á mercê de nós próprios. Somos o nosso próprio mecanismo de regulação e já não mais o nosso inconsciente. Tomar consciência, é ganhar o inconsciente. A astrologia fala deste processo a cada um, individualmente. É apenas uma ferramenta, o obreiro é que é importante, a técnica não o é. Não é a única ferramenta de desenvolvimento pessoal, nem substitui ou exclui outras para outras necessidades e dimensões da pessoa: meditação, oração, terapias corporais e psicológicas, individuais ou grupais, ioga, etc. No entanto o fim último de todas é o mesmo: autoconhecimento com vista á evolução.
Evoluímos porquê e para onde? Se olharmos o mapa astrológico vemos um círculo. Conhecendo o movimento dos astros, pensamos em algo cíclico, num ciclo. A última etapa desse ciclo é a de Peixes, a da eliminação total do Ego e da fusão com o Superior, com a Fonte segundo alguns autores, Deus para outros. Para os budistas que não crêem em Deus, o último momento é o da Iluminação, em que se dá a fusão do homem com a sabedoria do universo, momento único a partir do qual não mais há retrocesso. Será este o fim da evolução? É uma hipótese possível, o mistério da vida e do universo ainda está por revelar. O caminho é tão útil quanto a meta. A astrologia aponta possibilidades para o caminho.
Astrologia, necessário um astrólogo? Em princípio, se estamos doentes, recorremos a um médico ou um profissional de ajuda da área em que nos sentimos afectados. Quem procura ajuda ao nível da astrologia, está talvez, doente da alma, angustiado, ansioso, quiçá, desesperado da vida. Não conheço qualquer método ou técnica que possa eliminar “doenças de alma” pela via astrológica. Fica eliminada a hipótese desta curar o que quer que seja. As forças de cura encontram-se dentro do paciente. Poderão ser despoletadas ou coadjuvadas por factores externos, mas estão dentro da pessoa. Astrólogo não é curandeiro, nem panaceia para males de amor, saúde, sexo, profissão, etc. Mas o auto conhecimento é também curativo, no sentido de ser um acto que promove a actualização dos potenciais do indivíduo, que promove o crescimento, e isso é curativo, rejuvenesce faz avançar ou sair de um estado de entropia, de degradação. Podemos considerar a doença um estado de degradação, por vezes necessário. Quando saímos da doença vemo-nos novos, regenerados e muitas vezes melhores do que estávamos anteriormente, obviamente o corpo humano tem limites. O auto conhecimento pode curar ou ajudar a curar, a astrologia pode fornecer pistas, no entanto a visão redutora do poder na mão do astrólogo, deixa-me algo arrefecido. È uma questão de valores.
Humanista: fácil de dizer, nada fácil de ser. Subjacentes a cada profissional de ajuda estão valores. Por força do meio onde cresceu, onde se encontra inserido, da universidade que frequentou ou da associação profissional, alguns verdadeiramente pensados e integrados, outros nem por isso. Muitas vezes não à lugar ao questionamento sobre a veracidade e efectividade de certos valores que estão subjacentes ás atitudes que se tomam para com os clientes. Já para não falar com os maridos, os filhos, os pais, etc. Presentemente duas grandes linhas estão presentes no relacionamento humano: uma que crê na autonomia e nas possibilidades do homem e outra que não vê nisso grande saída para a evolução humana. A primeira designa-se por humanista, à partida todos se revem nesta, mas não é necessário muito para desmistificar essa auto imagem errónea. Basta dizer que sempre que se nos é oferecida a possibilidade de criticar, ajuizar, avaliar, minimizar, punir, ou até oferecer uma solução, fazemo-lo sem hesitar. Certamente não cremos que o outro tenha dentro de si respostas, pois que lhas fornecemos de várias formas. Oferecendo compreensão real e incondicional de forma autêntica, é possível ajudar sem atrapalhar. Alguém que ajude o outro de acordo com o seu esquema de valores, apenas está a comprovar a sua necessidade de afirmação da bondade dos seus valores. Não ajuda ninguém, senão a si próprio e pouco.
A astrologia não se pretende valorativa. Os aspectos não são bons nem maus em si. Alguns estudiosos da astrologia ainda tendem a considerar os aspectos como bons ou maus e de algum modo “encolhem-se” quando vêem algo cuja conotação clássica é negativo. A boa ou má colocação do aspecto, depende do grau de evolução pessoal do indivíduo. Se mais maduro, o aspecto pressionante impulsiona a mais um passo na direcção desejada, talvez seja necessário um pouco mais de esforço e empenhamento, mas esse tipo de indivíduo não regateia e empenha-se generosamente. Ao indivíduo mais “verde”, qualquer esforço lhe parece escravidão, pelo que todo o potencial do aspecto se esvai em fuga, adiamento, negligência e desperdício. No entanto, considero que são os aspectos pressionantes os que mais podem contribuir, se correctamente esclarecidos, para o desenvolvimento pessoal. Seja qual for o guião pelo qual aquele ser humano veio ao mundo, compete-lhe transformar-se. Se já viéssemos perfeitos ao mundo, nada haveria para fazer. Li algures, que nem Deus tem manias de perfeição, achei graça á frase mas a perspectiva teológica não me interessa de momento. Existem várias teorias de criação e a teologia é pródiga nelas, sobretudo no que diz respeito a catalogar e classificar de bom, mau etc. Em minha opinião, a grande força do conhecimento astrológico é proporcionar uma caracterização que possa indicar ao individuo áreas sensíveis onde possa meditar e melhorar a sua relação consigo próprio e com os outros. Não é dizer-lhe que isto ou aquilo é ou está errado. Também não é algo com fundo ético e moral que possa fornecer ao indivíduo respostas quanto a valores. Para isso existem as religiões, a filosofia. Deu para entender?
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