O PCP é de Escorpião?
As entidades também podem ter signos. Para cada nascimento podemos levantar um mapa natal. Um bébe carrega a consequência genética e quiçá, astral de seus pais. Observam-se muitas vezes "coincidências" interessantes, dou um exemplo, a minha avô, uma prima minha (neta dela)e o filho da minha prima (bisneto da minha avô) nasceram todos no mesmo dia. Outras concordâncias parecem existir, familias inteiras com quase os mesmos signos etc.
O que tem isto a ver com o Partido Comunista Português? Não sei quem foi o pai, conheço mal a história, aliás este ensaio serve propósitos astrológicos, não politicos. Mas suponho que tenha sido Álvaro Cunhal, que é de signo Escorpião, signo regido por Plutão, co-regido por Marte. Deve ter sido pai e mãe, porque o PCP parace ter sido feito á sua imagem, apresentando caracteristicas vincadamente plutónicas: luta intestina pelo poder e muitas vezes de forma oculta (antes do 25 de Abril, a clandestinidade), a caracteristica plutónica de que mais vale morrer a desistir, o próprio animal escorpião, quando sériamente ameaçado mata-se a si próprio, num acto único de dignidade e masoquismo. Os nativos fortemente plutónicos - veremos o que é ser plutónico quando chegarmos ao mês de Escorpião - querem de facto mudar profundamente algo, que não eles próprios, algo com que estejam em relação sobretudo. O PCP queria ou quer ter uma relação com a sociedade, tinha/tem o projecto utópico de a mudar. Qualquer utopia ligada a este intento, que não seja uma movimento colectivo interno, ou seja, que progressivamente um numero significativo de pessoas sinta esse necessidade de mudança, dá em revolta. Quero com isto dizer que não creio na mudança como algo imposto externa ou ideologicamente. A mudança surge de um salto evolucionário necessário e necessariamente sentido por grande numero de pessoas. Se a doutrina de um partido corresponder aos anseios das pessoas nesse momento do tempo, o salto dá-se com o partido. Se, como no caso comunista, a doutrina se mantem, mas as necessidades mudam, as pessoas tendem a abandonar o partido/doutrina, e a mudar. A mudança pode ser revoltosa ou não, geralmente é, a opressão gera revolta, mais tarde ou mais cedo.
Em relação, o nativo de Escorpião (o nativo pouco evoluido, ver http://psicoticoblog.blogspot.com/2005/02/onde-estamos-ns.html) quer mudar a relação, não a si próprio, mas o outro. Fá-lo manipulando, através de um pesado manto de silêncio, com palavras e olhares bem medidos, o processo nunca é muito claro, na maior parte é totalmente oculto e creio que em larga medida até inconsciente para quem o faz. Um nativo que tenha total consciência do processo, verifica o erro em que incorre, embora a admissão de erros não seja algo muito fácil de ouvir da boca de um Escorpião. Para algumas pessoas, é um factor de atracção estarem juntas com pessoas assim, misteriosas, profundamente empenhadas, lutadoras, latente existe um desejo interno de serem dominadas ou de dominar. Veja-se como tudo isto faz parte da temática comunista, o mistério sobre os processos dentro do partido, a clandestinidade, a capacidade enorme de luta e sacrificio pessoal em nome de uma mudança não pessoal, mas dos outros, a manipulação da informação e das mentes ao serviço de uma causa, por vezes esclerosada e obscura. Um processo também plutónico, é o da eliminação, veja-se a expulsão (purga) de membros do partido. Um plutónico elimina o outro da sua vida, sem contemplações, o outro que muda, o que permanece igual, não é eliminado, pois mantém o desafio. Se outro muda, passa a desprezá-lo, passa uma vida a tentar mudá-lo e quando finalmente muda, despreza-o. Temo de pensar o que fariam os comunistas se eventualmente virássemos todos comunistas mas no ano seguinte virássemos socialistas, o Alentejo é grande para cavar, sempre é melhor que a Sibéria de Staline e o seu profundo desprezo pelo homem. Pelos vistos, todos os que mudaram, no sentido da liberdade individual, foram expulsos, desprezados.
Esta temática é metafórica, não me interessa analisar sociologicamente nada nem ninguém. O signo de Escorpião ou pessoas de Plutão tem qualidades e defeitos, aliás mencionadas como outros signos tem. Apenas pretendo ilustrar a temática com um caso real. Mais plutão dentro do PCP: a atracção magnética, o fascínio que exerce nas pessoas, Carlos Carvalhas também é Escorpião como Cunhal, Jerónimo de Sousa será? As mortes de membros do PCP (ou que já não eram, mas talvez o coração os traisse, como alguém de quem nos separamos á força, mas que permanecemos amando) ainda novos que representavam renovação, Luis Sá, Barros Moura (expulso), um deputado de que não me lembro agora o nome e que também corria riscos de expulsão. A profunda identificação que os comunistas obstinados sentem por um ideal, que não é amor verdadeiro, nem afecto, pois esse é incondicional e aceita a mudança.
O que ilustra isto? A profunda obstinação em não mudar ao serviço de uma crença, a profunda necessidade de servir a uma crença ainda que a temática seja a luta pelo poder, o verdadeiro servo não quer o poder, quer servir ainda que útil em determinado momento, revela-se tarde ou cedo inútil. No entanto, o processo plutónico é um de decomposição, portanto aguenta-se até "cheirar mal", morre-se, e depois renasce-se. O processo de mudança é uma coisa bastante complexa nestes nativos, Escorpião é signo fixo, mudanças é uma chatice, mudar só os outros, a máxima heraclitiana "tudo é impermanente excepto a mudança" é completamente riscada da porta.
Em Escorpião, os relacionamentos são sempre complicados, mata-se e morre-se de amores com pessoas deste signo, mas mudar é que nunca. Mudar é sinal de fraqueza, mas tem que existir um contraponto, o processo evolucionário também se faz de decomposição e morte. A luta pelo poder é um projecto individual, como projecto político ou social não tem absolutamente interesse nenhum para mim. Cada individuo deve resgatar o seu poder pessoal de modo individual. Se me derem o peixe eu não aprendo a pescar, quando deixarem de mo derem, morro. Se me deixarem aprender a pescar ou me ensinarem, sobrevivo. Se me dão uma crença, quando ma tiram, morro, parece ser essa a tragédia de alguns desiludidos pela Queda do Muro de Berlim, ou até pela expulsão do partido, morro do coração, morro de paixão, pela traição de ter sido abandonado ou algo assim parecido. Conhecer a casa que habita Plutão, as suas ligações com outros planetas seria algo interessante. Muitos deles, creio que também possam ter nascido com Plutão em Leão, Leão é paixão e morre-se por paixão, mas isto é especulativo.
O ser humano necessita, por vezes desesperadamente, de acreditar em algo, quando o faz de forma dogmática, chama-se fanático, as consequências vão estando á vista. Quando a vida resgata e retoma o seu curso após a estagnação plutoniana, ai vêm Sagitário, tentando descobrir-lhe o sentido.
O que tem isto a ver com o Partido Comunista Português? Não sei quem foi o pai, conheço mal a história, aliás este ensaio serve propósitos astrológicos, não politicos. Mas suponho que tenha sido Álvaro Cunhal, que é de signo Escorpião, signo regido por Plutão, co-regido por Marte. Deve ter sido pai e mãe, porque o PCP parace ter sido feito á sua imagem, apresentando caracteristicas vincadamente plutónicas: luta intestina pelo poder e muitas vezes de forma oculta (antes do 25 de Abril, a clandestinidade), a caracteristica plutónica de que mais vale morrer a desistir, o próprio animal escorpião, quando sériamente ameaçado mata-se a si próprio, num acto único de dignidade e masoquismo. Os nativos fortemente plutónicos - veremos o que é ser plutónico quando chegarmos ao mês de Escorpião - querem de facto mudar profundamente algo, que não eles próprios, algo com que estejam em relação sobretudo. O PCP queria ou quer ter uma relação com a sociedade, tinha/tem o projecto utópico de a mudar. Qualquer utopia ligada a este intento, que não seja uma movimento colectivo interno, ou seja, que progressivamente um numero significativo de pessoas sinta esse necessidade de mudança, dá em revolta. Quero com isto dizer que não creio na mudança como algo imposto externa ou ideologicamente. A mudança surge de um salto evolucionário necessário e necessariamente sentido por grande numero de pessoas. Se a doutrina de um partido corresponder aos anseios das pessoas nesse momento do tempo, o salto dá-se com o partido. Se, como no caso comunista, a doutrina se mantem, mas as necessidades mudam, as pessoas tendem a abandonar o partido/doutrina, e a mudar. A mudança pode ser revoltosa ou não, geralmente é, a opressão gera revolta, mais tarde ou mais cedo.
Em relação, o nativo de Escorpião (o nativo pouco evoluido, ver http://psicoticoblog.blogspot.com/2005/02/onde-estamos-ns.html) quer mudar a relação, não a si próprio, mas o outro. Fá-lo manipulando, através de um pesado manto de silêncio, com palavras e olhares bem medidos, o processo nunca é muito claro, na maior parte é totalmente oculto e creio que em larga medida até inconsciente para quem o faz. Um nativo que tenha total consciência do processo, verifica o erro em que incorre, embora a admissão de erros não seja algo muito fácil de ouvir da boca de um Escorpião. Para algumas pessoas, é um factor de atracção estarem juntas com pessoas assim, misteriosas, profundamente empenhadas, lutadoras, latente existe um desejo interno de serem dominadas ou de dominar. Veja-se como tudo isto faz parte da temática comunista, o mistério sobre os processos dentro do partido, a clandestinidade, a capacidade enorme de luta e sacrificio pessoal em nome de uma mudança não pessoal, mas dos outros, a manipulação da informação e das mentes ao serviço de uma causa, por vezes esclerosada e obscura. Um processo também plutónico, é o da eliminação, veja-se a expulsão (purga) de membros do partido. Um plutónico elimina o outro da sua vida, sem contemplações, o outro que muda, o que permanece igual, não é eliminado, pois mantém o desafio. Se outro muda, passa a desprezá-lo, passa uma vida a tentar mudá-lo e quando finalmente muda, despreza-o. Temo de pensar o que fariam os comunistas se eventualmente virássemos todos comunistas mas no ano seguinte virássemos socialistas, o Alentejo é grande para cavar, sempre é melhor que a Sibéria de Staline e o seu profundo desprezo pelo homem. Pelos vistos, todos os que mudaram, no sentido da liberdade individual, foram expulsos, desprezados.
Esta temática é metafórica, não me interessa analisar sociologicamente nada nem ninguém. O signo de Escorpião ou pessoas de Plutão tem qualidades e defeitos, aliás mencionadas como outros signos tem. Apenas pretendo ilustrar a temática com um caso real. Mais plutão dentro do PCP: a atracção magnética, o fascínio que exerce nas pessoas, Carlos Carvalhas também é Escorpião como Cunhal, Jerónimo de Sousa será? As mortes de membros do PCP (ou que já não eram, mas talvez o coração os traisse, como alguém de quem nos separamos á força, mas que permanecemos amando) ainda novos que representavam renovação, Luis Sá, Barros Moura (expulso), um deputado de que não me lembro agora o nome e que também corria riscos de expulsão. A profunda identificação que os comunistas obstinados sentem por um ideal, que não é amor verdadeiro, nem afecto, pois esse é incondicional e aceita a mudança.
O que ilustra isto? A profunda obstinação em não mudar ao serviço de uma crença, a profunda necessidade de servir a uma crença ainda que a temática seja a luta pelo poder, o verdadeiro servo não quer o poder, quer servir ainda que útil em determinado momento, revela-se tarde ou cedo inútil. No entanto, o processo plutónico é um de decomposição, portanto aguenta-se até "cheirar mal", morre-se, e depois renasce-se. O processo de mudança é uma coisa bastante complexa nestes nativos, Escorpião é signo fixo, mudanças é uma chatice, mudar só os outros, a máxima heraclitiana "tudo é impermanente excepto a mudança" é completamente riscada da porta.
Em Escorpião, os relacionamentos são sempre complicados, mata-se e morre-se de amores com pessoas deste signo, mas mudar é que nunca. Mudar é sinal de fraqueza, mas tem que existir um contraponto, o processo evolucionário também se faz de decomposição e morte. A luta pelo poder é um projecto individual, como projecto político ou social não tem absolutamente interesse nenhum para mim. Cada individuo deve resgatar o seu poder pessoal de modo individual. Se me derem o peixe eu não aprendo a pescar, quando deixarem de mo derem, morro. Se me deixarem aprender a pescar ou me ensinarem, sobrevivo. Se me dão uma crença, quando ma tiram, morro, parece ser essa a tragédia de alguns desiludidos pela Queda do Muro de Berlim, ou até pela expulsão do partido, morro do coração, morro de paixão, pela traição de ter sido abandonado ou algo assim parecido. Conhecer a casa que habita Plutão, as suas ligações com outros planetas seria algo interessante. Muitos deles, creio que também possam ter nascido com Plutão em Leão, Leão é paixão e morre-se por paixão, mas isto é especulativo.
O ser humano necessita, por vezes desesperadamente, de acreditar em algo, quando o faz de forma dogmática, chama-se fanático, as consequências vão estando á vista. Quando a vida resgata e retoma o seu curso após a estagnação plutoniana, ai vêm Sagitário, tentando descobrir-lhe o sentido.
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