Signo do mês: Carneiro – Parte II
Começámos a nossa digressão por Carneiro, provavelmente tem reparado que me concentro bastante nas manifestações mais “grosseiras” das energias referentes aos signos, algumas pessoas questionam-se se isto não será algum exercício de mal-dizer, contudo está totalmente excluído o julgamento, da intenção dos artigos. Os que já leram o artigo referente ao estado de desenvolvimento espiritual (onde estamos nós…) já devem ter começado a perceber que é provável a existência de pessoas em estados diferentes, em diferentes etapas, contudo, essas pessoas não são menos merecedoras de respeito ou de amor do que qualquer outra supostamente mais “avançada”. Por vezes caímos na tentação de idolatrar alguém que parece estar acima no seu desenvolvimento, mas que não deixa de ser uma pessoa, quiçá com maior consciência de si, mas com as mesmas necessidades, desde as mais básicas às mais complexas, só mudando porventura a maneira como essa pessoa decide satisfazer essas mesmas necessidades. Alguém que esteja ainda a manifestar energias menos refinadas, é alguém que ainda está no início do seu percurso de individuação, que pode estar ainda pouco consciente a respeito dessa necessidade, a qual poderá até nem se manifestar de modo particularmente visível. Há que abandonar as atitudes morais em relação a essas pessoas, cada um é responsável em primeira análise por si próprio, pela via do relacionamento será responsável por todos os outros, todavia existe um limite para o qual não nos devemos responsabilizar por ninguém, esse é justamente aquele em que cada um tem que se responsabilizar por si próprio, escolhendo o que para si é mais conveniente e aceitando a responsabilidade pelas suas escolhas.
Tenho concentrado a minha atenção nas manifestações mais grosseiras das energias dos signos, porque creio essencial que essa abordagem traga várias questões em simultâneo: por um, que se tome consciência de que o nosso lado menos “bonzinho” existe; que é necessário existir consciência desse “lado” antes que se possa aceitá-lo, sem culpas, sem recriminações, sem remorsos; que esse lado, merece de cada um a devida aceitação e compreensão, independentemente das causas ou circunstâncias que possam estar na sua origem; que esse lado ou essas características podem ter uma expressão positiva, ou seja se temos um lado “escuro” e um “claro”, o lado “claro” tornar-se-á cada vez mais claro, na medida em que o sombrio for conhecido e aceite, contribuindo para que a verdadeira expressão do eu (Sol) brilhe em todo o seu esplendor; que não nascemos perfeitos, pois caso contrário não existiriam necessidades evolutivas.
Não é difícil adivinhar características que embelezem qualquer signo sobre o qual se fale, basicamente todos nos consideramos “bonzinhos”, essa foi a ladainha que nos foram repetindo desde a infância e enquanto adultos queremos continuar a acreditar piamente nisso. Se cada um que lê as características que aqui vou escrevendo e a forma como elas ocorrem e porque ocorrem, fizer uma análise dentro de si e puder dizer, “isto pode estar a acontecer comigo” então está a dar o passo mais importante na direcção da sua transmutação e evolução: o reconhecimento, o qual implica uma responsabilização sobre si próprio, atitude própria de um indivíduo que se revê em atitudes maduras. Cada um que lê, também já deve ter reparado que não faço qualquer apelo a práticas espirituais ou religiosas, embora as mencione, porque fazem parte do percurso, porque desejo que cada indivíduo permaneça senhor da sua capacidade em decidir o que é melhor para si, rejeitando, aceitando ou discutindo o conhecimento que lhe é transmitido. Eu próprio encontro-me em desenvolvimento, pelo que estou aberto a novas vias, novos caminhos, novos conhecimentos e ideias, que me proporcionem capacidade de iniciativa, tenacidade e aceitação da mudança, tal como um praticante de ioga necessita de vontade, força e flexibilidade.
Carneiro, vimos anteriormente, trata de um novo ciclo, que corta dramaticamente com o anterior. Todos os signos de algum modo cortam literalmente com o anterior, aquilo que nos Peixes se evidencia, a necessidade de uma certa profundidade, uma atitude de compaixão e empatia pelo Outro, uma certa necessidade de isolamento, uma certa desagregação do ego em função de algo superior, desaparece no Carneiro que tem missões completamente diferentes e em quem estas características não são de todo evidentes, melhor dizendo, se nos nativos de Peixes elas aparecem com mais frequência, tal não sucede nos nativos de Carneiro. Nestes, as energias são novas, não dominadas, não refinadas, dai a necessidade de entrega a uma série de experiências que possam contribuir para que o indivíduo se defina, se refine, experiências essas nem sempre de valor ou válidas, (existe um outro artigo também publicado esta semana que aborda a questão da experiência e do presente) mas ainda assim necessárias. No fundo tratam-se de energias que vão em várias direcções, ainda não bem definidas, como tal é provável que o indivíduo seja apegado à matéria, que exista descrença (desconhecimento) da espiritualidade, que se lembre apenas do que interessa, que descarte aprendizagens que molestem o ego, rapidamente esquecendo as coisas más ou negativas, que desse modo se vão repetindo para que precisamente se lembre que todas as moedas tem 2 faces; curiosamente, folheava esta semana uma revista cor de rosa (para homens), onde uma figura bem conhecida do jet set nacional, de signo Carneiro, afirmava que se divertia sempre muito no seu aniversário porque o comemorava em conjunto com outra pessoa que fazia anos no mesmo dia, e que ambos se divertiam muito, e que detestavam as coisas más e negativas da vida, que eram um horror…, Carneiro e Fogo no seu pior, o interesseirismo, a desconsideração, o narcisismo, a arrogância, o egocentrismo, a vaidade, a intriga e a má-lingua, aliás atributos nos quais esta personagem se tem revelado exímia.
Em princípio, alguém que evidencie este tipo de padrão energético, está a excluir outros que poderiam trazer outra ordem de grandeza ao indivíduo, pois todo o Carneiro necessita de uma certa grandeza, é algo que tem que vivenciar, que faz parte do seu destino evolutivo, creio aliás que à alma humana compete vivenciar todos os estados possíveis pela exaustão de possibilidades, um indivíduo que se desperdice a vivenciar a grandiosidade desta forma, está a negar si próprio a verdadeira grandiosidade: a do carácter, de um equilíbrio consigo e com o Outro, de um verdadeiro poder sobre si mesmo pelo auto domínio, algo que o nativo evoluído de Carneiro parece estar muito bem apetrechado para conseguir.
Podemos apontar mais algumas dificuldades neste signo, notando os aspectos de quinqunce (150 graus), que se fazem com Virgem e Escorpião. O aspecto de quinqunce parece determinar uma inadaptação, um desconhecimento, como se o indivíduo desconhecesse aquele tipo de energias e desse modo estivesse inapto para lidar com elas. Com efeito, que nativos mais distantes de Carneiro, Virgem muito pouco solar, dado a um ideal de serviço, não de servilismo, de utilidade ao Outro, conectado com o desenvolvimento pessoal, Escorpião, denso, profundo, empenhado em manter, em conservar, enredado nas memórias, nunca esquecendo, não ignorando os aspectos maus e os “horrores” da vida. Carneiro encontra-se muito distante deste tipo de padrões energéticos, que claramente não são os seus.
Outra forma de percebermos a trama deste signo, é notarmos que faz Quadratura com Caranguejo e com Capricórnio. A quadratura determina um esforço activo no sentido de se ultrapassar determinada dificuldade, é um aspecto cardinal, que pede acção, pelo que a Quadratura com Caranguejo, pede mais capacidade para mergulhar nas suas emoções, já a Quadratura com Capricórnio, a evidenciar dificuldades no encontrar a sua “vocação”, no sentido de se ser quem se é, não no sentido estritamente profissional, mas num sentido mais amplo, que o indivíduo seja e faça o que tem que fazer, na auto responsabilização consciente. Se existirem no mapa natal aspectos de quadraturas e quinqunces, de planetas em Carneiro com alguns dos signos mencionados, isto que foi dito ainda se torna mais premente. Necessário se torna dizer que nem todos os nativos deste signo nascerão com necessidades de desenvolver especificamente esse tipo de energias, aliás isso só pode ser avaliado através do mapa natal, mas no entanto podemos perspectivar Carneiro também através destes pontos de vista e dessa forma conhecer um pouco melhor o signo.
Tenho concentrado a minha atenção nas manifestações mais grosseiras das energias dos signos, porque creio essencial que essa abordagem traga várias questões em simultâneo: por um, que se tome consciência de que o nosso lado menos “bonzinho” existe; que é necessário existir consciência desse “lado” antes que se possa aceitá-lo, sem culpas, sem recriminações, sem remorsos; que esse lado, merece de cada um a devida aceitação e compreensão, independentemente das causas ou circunstâncias que possam estar na sua origem; que esse lado ou essas características podem ter uma expressão positiva, ou seja se temos um lado “escuro” e um “claro”, o lado “claro” tornar-se-á cada vez mais claro, na medida em que o sombrio for conhecido e aceite, contribuindo para que a verdadeira expressão do eu (Sol) brilhe em todo o seu esplendor; que não nascemos perfeitos, pois caso contrário não existiriam necessidades evolutivas.
Não é difícil adivinhar características que embelezem qualquer signo sobre o qual se fale, basicamente todos nos consideramos “bonzinhos”, essa foi a ladainha que nos foram repetindo desde a infância e enquanto adultos queremos continuar a acreditar piamente nisso. Se cada um que lê as características que aqui vou escrevendo e a forma como elas ocorrem e porque ocorrem, fizer uma análise dentro de si e puder dizer, “isto pode estar a acontecer comigo” então está a dar o passo mais importante na direcção da sua transmutação e evolução: o reconhecimento, o qual implica uma responsabilização sobre si próprio, atitude própria de um indivíduo que se revê em atitudes maduras. Cada um que lê, também já deve ter reparado que não faço qualquer apelo a práticas espirituais ou religiosas, embora as mencione, porque fazem parte do percurso, porque desejo que cada indivíduo permaneça senhor da sua capacidade em decidir o que é melhor para si, rejeitando, aceitando ou discutindo o conhecimento que lhe é transmitido. Eu próprio encontro-me em desenvolvimento, pelo que estou aberto a novas vias, novos caminhos, novos conhecimentos e ideias, que me proporcionem capacidade de iniciativa, tenacidade e aceitação da mudança, tal como um praticante de ioga necessita de vontade, força e flexibilidade.
Carneiro, vimos anteriormente, trata de um novo ciclo, que corta dramaticamente com o anterior. Todos os signos de algum modo cortam literalmente com o anterior, aquilo que nos Peixes se evidencia, a necessidade de uma certa profundidade, uma atitude de compaixão e empatia pelo Outro, uma certa necessidade de isolamento, uma certa desagregação do ego em função de algo superior, desaparece no Carneiro que tem missões completamente diferentes e em quem estas características não são de todo evidentes, melhor dizendo, se nos nativos de Peixes elas aparecem com mais frequência, tal não sucede nos nativos de Carneiro. Nestes, as energias são novas, não dominadas, não refinadas, dai a necessidade de entrega a uma série de experiências que possam contribuir para que o indivíduo se defina, se refine, experiências essas nem sempre de valor ou válidas, (existe um outro artigo também publicado esta semana que aborda a questão da experiência e do presente) mas ainda assim necessárias. No fundo tratam-se de energias que vão em várias direcções, ainda não bem definidas, como tal é provável que o indivíduo seja apegado à matéria, que exista descrença (desconhecimento) da espiritualidade, que se lembre apenas do que interessa, que descarte aprendizagens que molestem o ego, rapidamente esquecendo as coisas más ou negativas, que desse modo se vão repetindo para que precisamente se lembre que todas as moedas tem 2 faces; curiosamente, folheava esta semana uma revista cor de rosa (para homens), onde uma figura bem conhecida do jet set nacional, de signo Carneiro, afirmava que se divertia sempre muito no seu aniversário porque o comemorava em conjunto com outra pessoa que fazia anos no mesmo dia, e que ambos se divertiam muito, e que detestavam as coisas más e negativas da vida, que eram um horror…, Carneiro e Fogo no seu pior, o interesseirismo, a desconsideração, o narcisismo, a arrogância, o egocentrismo, a vaidade, a intriga e a má-lingua, aliás atributos nos quais esta personagem se tem revelado exímia.
Em princípio, alguém que evidencie este tipo de padrão energético, está a excluir outros que poderiam trazer outra ordem de grandeza ao indivíduo, pois todo o Carneiro necessita de uma certa grandeza, é algo que tem que vivenciar, que faz parte do seu destino evolutivo, creio aliás que à alma humana compete vivenciar todos os estados possíveis pela exaustão de possibilidades, um indivíduo que se desperdice a vivenciar a grandiosidade desta forma, está a negar si próprio a verdadeira grandiosidade: a do carácter, de um equilíbrio consigo e com o Outro, de um verdadeiro poder sobre si mesmo pelo auto domínio, algo que o nativo evoluído de Carneiro parece estar muito bem apetrechado para conseguir.
Podemos apontar mais algumas dificuldades neste signo, notando os aspectos de quinqunce (150 graus), que se fazem com Virgem e Escorpião. O aspecto de quinqunce parece determinar uma inadaptação, um desconhecimento, como se o indivíduo desconhecesse aquele tipo de energias e desse modo estivesse inapto para lidar com elas. Com efeito, que nativos mais distantes de Carneiro, Virgem muito pouco solar, dado a um ideal de serviço, não de servilismo, de utilidade ao Outro, conectado com o desenvolvimento pessoal, Escorpião, denso, profundo, empenhado em manter, em conservar, enredado nas memórias, nunca esquecendo, não ignorando os aspectos maus e os “horrores” da vida. Carneiro encontra-se muito distante deste tipo de padrões energéticos, que claramente não são os seus.
Outra forma de percebermos a trama deste signo, é notarmos que faz Quadratura com Caranguejo e com Capricórnio. A quadratura determina um esforço activo no sentido de se ultrapassar determinada dificuldade, é um aspecto cardinal, que pede acção, pelo que a Quadratura com Caranguejo, pede mais capacidade para mergulhar nas suas emoções, já a Quadratura com Capricórnio, a evidenciar dificuldades no encontrar a sua “vocação”, no sentido de se ser quem se é, não no sentido estritamente profissional, mas num sentido mais amplo, que o indivíduo seja e faça o que tem que fazer, na auto responsabilização consciente. Se existirem no mapa natal aspectos de quadraturas e quinqunces, de planetas em Carneiro com alguns dos signos mencionados, isto que foi dito ainda se torna mais premente. Necessário se torna dizer que nem todos os nativos deste signo nascerão com necessidades de desenvolver especificamente esse tipo de energias, aliás isso só pode ser avaliado através do mapa natal, mas no entanto podemos perspectivar Carneiro também através destes pontos de vista e dessa forma conhecer um pouco melhor o signo.
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