Carneiro e relacionamentos II
Entender o signo solar e as suas características é sempre necessário para a correcta perspectiva sob a forma como essa pessoa se relaciona. Podemos considerar que Vénus é importante nas mulheres e Marte nos homens, porque o Amor envolve uma vontade de se relacionar (Vénus), de modo a poder expressar a sexualidade (Marte), mas também as necessidades emocionais e de segurança (Lua) e da pessoa se sentir aceite como é (Sol). Uma relação é sempre uma complexa equação que busca equilibrar necessidades pessoais e do outro, quanto maior é a expressão de todas as necessidades pessoais, menor parece ser a projecção dessas necessidades no outro, reduzindo por um lado o conflito, aumentando por outro lado a capacidade para vivenciar a relação de modo equilibrado, completo e duradouro.
O signo de Carneiro como vimos nos artigos dedicados anteriormente, tem características particulares que podem por vezes por em causa o padrão de relacionamento estabelecido. Sendo oposto a Balança, tem no entanto o potencial para conter dentro de si, a semente do relacionamento que busca o equilíbrio, dado que a trama de Balança é a busca do equilíbrio, o nativo desse signo equilibra-se buscando o equilíbrio, não tem que ser necessariamente equilibrado, o equilíbrio é algo dinâmico, é um alvo em movimento. Esta imagem é semelhante à do símbolo do Yin-Yang, em que cada elemento contém o seu oposto, ié, no Carneiro desenvolvido está a capacidade para vivenciar as suas próprias necessidades, dando espaço ao outro e incentivando-o a viver as suas, ouvindo-o e procurando também abraçar não só as suas como as do Outro. A questão é que essa “aparelhagem” está lá, mas por vezes ou não está desenvolvida, ou foi reprimida pelo meio ambiente da educação e da cultura.
Um Carneiro deseja acção independente, deseja experienciar sem restrições todas as experiências que considere fundamentais para a aprendizagem de quem é. O nativo deseja conhecer-se a si próprio através da acção pela experiência do seu Eu em acção, o nativo de Balança deseja conhecer-se através da acção no relacionamento, através da experiência do Eu em relação. Aparentemente são factos opostos, parece necessária uma síntese, e de facto é, não existe relação que sobreviva (entre pessoas civilizadas) sem consideração pelas necessidades do Outro, o nativo de Carneiro também sabe isso, em última análise tudo depende do seu estado de maturidade, da forma como aceitou/rejeitou os valores sociais e culturais que dizem respeito à relação, se, sendo homem ou mulher está de acordo em viver as suas próprias necessidades e em permitir ao outro que o faça também. Ora, isto parece ser tudo menos verdadeiro na maioria das relações que observamos, não só se verifica um determinado grau de imaturidade, como as pessoas parecem não concordar muito no incentivo e no apoio ao outro e às suas necessidades, introjectando a trama relacional herdada do molde paterno “sem discussão”.
Marte tem que ver com competição, assertividade, afirmação pessoal, Carneiro tem que ver com o Ego em estado “bruto”, podemos compreender como isso pode endereçar a atitudes narcisistas, orgulho, arrogância e egocentrismo, derivando uma ilusão de independência, uma necessidade de ser o centro, incapacidade em ceder e negociar, prepotência, atitudes sobretudo preocupadas com as aparências e um “horror a tudo quanto são as coisas más da vida”, parafraseando uma das figuras do jet-set nacional, justamente deste signo.
No entanto é vital perceber que padrões energéticos derivados de má utilização podem ser conduzidos a novas realidades, senão vejamos, o Carneiro pode ser apontado como naif e de “vistas curtas”, mas isso pode ser transmutado numa verdadeira espontaneidade em viver o aqui e agora; pode ser acusado de simplista que ignora ou desvaloriza certas subtilezas e a sensibilidade no Outro, mas também pode ser alguém que conduz o outro a uma maior noção de si mesmo e das suas necessidades; pode cair na tentação de forçar o outro à resolução de um problema, não vendo que por vezes é necessário algum tempo antes que as coisas se resolvam, mas cuja expressão positiva é a de deixar que o estado de coisas “apodreça” e enfrentar activamente a necessidade de confrontação. Enfim, tudo o que tem uma expressão negativa, pode ser mudado para positivo, o fundamental é percebermos que podemos mudar, aceitarmos que por vezes estamos no padrão negativo, mas que podemos inverter as polaridades.
Se considerarmos a oposição com Balança, podemos considerar que Carneiro não se sente atraído por indecisão, falta de paixão e convicção, a Quadratura com Caranguejo, que determina o afastamento de personalidades inseguras emocionalmente e que necessitem de “colo” a toda a hora, a Quadratura com Capricórnio, tipos apagados socialmente e a quem falta espontaneidade, o Quinqunce com Virgem e Escorpião, evitando personalidades demasiado críticas ou subservientes, ou demasiado envolvidas e interessadas em profundidade psicológica. Esta visão demasiado simplista, irá naturalmente chocar com o mapa natal à medida que se aprofunda o conhecimento sobre o mesmo, pois um homem pode ter o Sol em Carneiro e Lua em Capricórnio, ou uma mulher, Vénus em Carneiro, Marte em Caranguejo e a Lua em Virgem, posições que aparentemente colocam dificuldades, que incompatibilizam os posicionamentos femininos e masculinos no mapa, obrigando o nativo a esforços adicionais no sentido de se reconhecer, de se compreender, aceitar e integrar energias que podem ser opostas ou conflitantes. Já tem o seu mapa natal, sabe onde caiem os seus planetas e que aspectos fazem? Porque não pede o seu mapa para psicoticoblog@gmail.com?
O signo de Carneiro como vimos nos artigos dedicados anteriormente, tem características particulares que podem por vezes por em causa o padrão de relacionamento estabelecido. Sendo oposto a Balança, tem no entanto o potencial para conter dentro de si, a semente do relacionamento que busca o equilíbrio, dado que a trama de Balança é a busca do equilíbrio, o nativo desse signo equilibra-se buscando o equilíbrio, não tem que ser necessariamente equilibrado, o equilíbrio é algo dinâmico, é um alvo em movimento. Esta imagem é semelhante à do símbolo do Yin-Yang, em que cada elemento contém o seu oposto, ié, no Carneiro desenvolvido está a capacidade para vivenciar as suas próprias necessidades, dando espaço ao outro e incentivando-o a viver as suas, ouvindo-o e procurando também abraçar não só as suas como as do Outro. A questão é que essa “aparelhagem” está lá, mas por vezes ou não está desenvolvida, ou foi reprimida pelo meio ambiente da educação e da cultura.
Um Carneiro deseja acção independente, deseja experienciar sem restrições todas as experiências que considere fundamentais para a aprendizagem de quem é. O nativo deseja conhecer-se a si próprio através da acção pela experiência do seu Eu em acção, o nativo de Balança deseja conhecer-se através da acção no relacionamento, através da experiência do Eu em relação. Aparentemente são factos opostos, parece necessária uma síntese, e de facto é, não existe relação que sobreviva (entre pessoas civilizadas) sem consideração pelas necessidades do Outro, o nativo de Carneiro também sabe isso, em última análise tudo depende do seu estado de maturidade, da forma como aceitou/rejeitou os valores sociais e culturais que dizem respeito à relação, se, sendo homem ou mulher está de acordo em viver as suas próprias necessidades e em permitir ao outro que o faça também. Ora, isto parece ser tudo menos verdadeiro na maioria das relações que observamos, não só se verifica um determinado grau de imaturidade, como as pessoas parecem não concordar muito no incentivo e no apoio ao outro e às suas necessidades, introjectando a trama relacional herdada do molde paterno “sem discussão”.
Marte tem que ver com competição, assertividade, afirmação pessoal, Carneiro tem que ver com o Ego em estado “bruto”, podemos compreender como isso pode endereçar a atitudes narcisistas, orgulho, arrogância e egocentrismo, derivando uma ilusão de independência, uma necessidade de ser o centro, incapacidade em ceder e negociar, prepotência, atitudes sobretudo preocupadas com as aparências e um “horror a tudo quanto são as coisas más da vida”, parafraseando uma das figuras do jet-set nacional, justamente deste signo.
No entanto é vital perceber que padrões energéticos derivados de má utilização podem ser conduzidos a novas realidades, senão vejamos, o Carneiro pode ser apontado como naif e de “vistas curtas”, mas isso pode ser transmutado numa verdadeira espontaneidade em viver o aqui e agora; pode ser acusado de simplista que ignora ou desvaloriza certas subtilezas e a sensibilidade no Outro, mas também pode ser alguém que conduz o outro a uma maior noção de si mesmo e das suas necessidades; pode cair na tentação de forçar o outro à resolução de um problema, não vendo que por vezes é necessário algum tempo antes que as coisas se resolvam, mas cuja expressão positiva é a de deixar que o estado de coisas “apodreça” e enfrentar activamente a necessidade de confrontação. Enfim, tudo o que tem uma expressão negativa, pode ser mudado para positivo, o fundamental é percebermos que podemos mudar, aceitarmos que por vezes estamos no padrão negativo, mas que podemos inverter as polaridades.
Se considerarmos a oposição com Balança, podemos considerar que Carneiro não se sente atraído por indecisão, falta de paixão e convicção, a Quadratura com Caranguejo, que determina o afastamento de personalidades inseguras emocionalmente e que necessitem de “colo” a toda a hora, a Quadratura com Capricórnio, tipos apagados socialmente e a quem falta espontaneidade, o Quinqunce com Virgem e Escorpião, evitando personalidades demasiado críticas ou subservientes, ou demasiado envolvidas e interessadas em profundidade psicológica. Esta visão demasiado simplista, irá naturalmente chocar com o mapa natal à medida que se aprofunda o conhecimento sobre o mesmo, pois um homem pode ter o Sol em Carneiro e Lua em Capricórnio, ou uma mulher, Vénus em Carneiro, Marte em Caranguejo e a Lua em Virgem, posições que aparentemente colocam dificuldades, que incompatibilizam os posicionamentos femininos e masculinos no mapa, obrigando o nativo a esforços adicionais no sentido de se reconhecer, de se compreender, aceitar e integrar energias que podem ser opostas ou conflitantes. Já tem o seu mapa natal, sabe onde caiem os seus planetas e que aspectos fazem? Porque não pede o seu mapa para psicoticoblog@gmail.com?
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