Sol na casa 12
Este artigo poderia ter sido escrito em Peixes, afinal o Sol em casa 12 é análogo a Sol em Peixes, no entanto importa fazer algumas distinções fundamentais, as quais só agora me ocorreram, ainda vamos a tempo. Se o Sol está num determinado signo, ele é permeado pelas qualidades desse signo, representando o Sol, o centro da personalidade, o Eu na sua mais profunda essência, a identidade ou Self, note-se em inglês os termos self-esteem, self-worth, self-expression, selfishness. Se o Sol está em Peixes ou Carneiro, podemos dizer que a personalidade básica daquele indivíduo corresponde aos termos descritos pelos respectivos signos, compassivo, empático, etc., para o primeiro, assertivo, afirmativo, etc., para o segundo.
Se o Sol está na casa 12, isso implica que no mapa natal daquele indivíduo existe pelo menos uma indicação clara de que deve dar uma particular atenção aos assuntos dessa casa. Em qualquer mapa, a casa que alberga o Sol é sempre uma das mais importantes do mapa, pois o centro da personalidade está “sintonizado” com essa área de experiência vivencial. O motivo pelo qual puxo este artigo, é que tenho observado alguns padrões problemáticos em indivíduos com o Sol nesta casa. Qual parece ser o problema?
Se leram os artigos de Peixes, entenderam a “direcção” pisciana, ou seja, a de um indivíduo que “voluntariamente” se despe de Ego, da vaidade da realização, não da realização, para compassivamente se “entregar” a algo mais elevado (o mapa Natal de Jesus Cristo, com 6 planetas em Peixes), alguém que de modo próprio aceita “sacrificar-se” pelo Outro ou Outros, em prol de uma vida melhor para todos. Isto pode ser observável em qualquer estado de evolução espiritual, esteja o indivíduo no estado de consenso ou no estado espiritual. Se o indivíduo nasce Peixes, essa é a sua programação de base, de maneira é que a mesma é posteriormente “distorcida” pela família, sociedade, cultura, religião, etc., é outro assunto. Numa época de hedonismo, qualquer cheiro a sacrifício pode parecer um sacrilégio, mas há muitas pessoas que se “sacrificam” para o bem comum, no entanto esse acto sacrificial é apreciado de fora, normalmente o indivíduo faz porque está na sua natureza, e por vezes nem questiona se é sacrifício ou não, faz porque sente que tem que fazer, e essa é uma das raízes da felicidade e da paz de espírito, ser-se o que se é, independentemente das contradições envolvidas.
Um ser assim necessita de um certo isolamento (casa 12), modernamente, pode gostar de dar uns passeios a sós, ou de permanecer longos períodos a sós, naquele quarto mal iluminado, a ler ou meditar. Donde derivam os problemas da casa 12? Eles parecem ser vários, em primeiro lugar, temos algumas vezes um Ascendente (final da casa 12 e cúspide da casa1) diferente do signo solar, i.é, por exemplo, o Sol em Touro e o Ascendente Gémeos, o pacato, calmo, indivíduo taurino não “concorda” com a sua imagem exterior geminiana, agitada, faladora, aqui temos um ponto de discórdia, se por exemplo Urano faz aspecto ao Ascendente, temos uma discórdia agravada, pois para além de tagarela e extrovertido o indivíduo é ainda rebelde e excêntrico. Se algumas destas qualidades são valorizadas em determinados meios, se o indivíduo nasceu no Bronx, o ascendente vai-lhe dar jeito e pode aprender a usar essa máscara confortavelmente, se nasceu no seio de uma família conservadora que o deseja para gerir os negócios, podemos ter um “filme” pois temos um Sol Touro casa 12, Ascendente Gémeos aspectado por Urano, e se juntarmos uma Lua em Sagitário na casa 6 por exemplo? Estamos a ver que um mapa natal, nada diz a respeito da família, meio, cultura em que o indivíduo nasceu, nada diz a respeito do seu estado de evolução espiritual actual e também nada diz a propósito do esforço que o indivíduo vai empregar
“para se cumprir” a si próprio.
Vimos portanto que se o Sol está na 12 e o Ascendente não é do mesmo signo, o indivíduo pode não gostar muito da sua imagem, preconizada pelo Ascendente, se isso acontece pode tentar ter outra imagem através da bebida, por exemplo, que nos dá logo outra imagem, mais segura, confiante, desinibida, atrevida) ou pode “escapar” desta - os comportamentos escapistas piscianos, sem que exista o mínimo sinal de Peixes ou Neptuno á vista - imaginando qualidades que não tem, refugiando-se onde não deve.
Uma outra questão é justamente o desígnio pisciano que está adstrito também à casa 12, que determina o desenvolvimento de uma atitude espiritual perante a vida, não disse religião propositadamente, a religião hoje tem mais que ver com moral, do que com espiritual, também não disse misticismo, embora seja esse um factor apelativo à sociedade moderna, pretende-se ser místico, porque se deseja ter essa imagem, que dá uma certa mística, é o falso misticismo. Essa atitude logicamente levará o indivíduo a perceber que existe algo maior que ele, que para que se possa unir com esse algo deve abandonar para trás uma série de valores, aliás quase todos os valores contemporâneos se desajustam, riqueza, bens materiais, ambição a qualquer preço, competitividade, falta de solidariedade, falta de carinho, vaidade, crítica, julgamento, manipulação, e talvez o mais desejado vontade de poder sobre terceiros, desde o filho, ao companheiro, ao animal, ao planeta. Começa a não ser difícil perceber que indivíduos pouco evoluídos espiritualmente, ou muito carregados de “Ego” podem ter sérias dificuldades com um Sol na casa 12. Não é também difícil perceber que as pessoas se agarram a valores e com eles se identificam, pelo que estão dispostas a tudo para terem algo com que se identifiquem, seja um par de óculos ou umas férias na neve. A necessidade de aceitação pelo grupo é acéfala e vem dos tempos da infância em que a criança sentia necessidade em fazer de tudo para agradar à mãe, para ser aceite, se considerarmos que para um adolescente ou um jovem adulto o seu grupo ou àquele a que deseja pertencer, é a sua “mãe”, à semelhança da infância tudo fará para agradar, identificando-se com símbolos, atitudes, crenças que lhe podem ser totalmente exteriores e até desadequadas para o seu desenvolvimento.
Uma personalidade de Leão (em Quinqunce com Peixes) exuberante, a necessitar de atenção, egoista, para quem a espiritualidade é coisa para desconfiar, ou de Gémeos (Quadratura com Peixes), que não quer cá problemas com “religiões”, ou Sagitário (Quadratura com Peixes), que até quer saber qual é o sentido da vida, desde que não tenha que abandonar os prazeres da mesma, todos eles com Sol em casa 12, poderão passar um mau bocado até perceberem que devem dar atenção aos assuntos dessa casa sob pena de estarem a deixar por completar a via para a qual nasceram. Outras personalidades poderão ter problemas, independentemente de serem ou não signos carregados de “Ego”, um Touro não o é por exemplo, mas agarra-se a posses, objectos, dinheiro na mão, identifica-se com isso, trabalha para isso, se lhe disserem que tem que largar o conforto e adoptar uma atitude de desligamento de uma série de valores que cultiva, o mais provável é virar costas e nem dar mais um palmo de atenção. Por outro lado, embora esta atitude se verifique mais nos momentos iniciais de confusão, o indivíduo até se pode rever e adopta uma atitude pseudo-mística, a qual deriva da necessidade de se identificar com a prática que adoptou ou pretende adoptar. Hoje em dia, é muito comum esta via do falso místico e do colar de contas, no fundo a preocupação em dar uma imagem de, ao invés de se vivenciar o que se é.
O que acontece é que o padrão energético da casa 12 vai-se continuar a fazer sentir para esse Sol, independentemente do signo em que esteja, ou dos planetas que o aspectem. O indivíduo vai sentir no mais fundo de si (Sol-Self-o mais fundo de si) que algo está errado, vai ouvir um chamamento constante, semi-consciente, que o arrasta para outros planos que não os necessariamente normais e materiais do dia-a-dia. Se está bem consigo mesmo e percebe essa necessidade, se a mesma lhe não é negada por circunstâncias laborais, sociais, familiares, etc., o indivíduo fará a sua abordagem lenta e seguramente, adoptando as novas necessidades sem grandes dissabores, se o contrário acontece, temos bebida, droga, confusão, isolamento mental e possivelmente físico, doença.
A um indivíduo com o Sol em Peixes, é-lhe dado um “equipamento” no qual vai a capacidade de sacrifício, a compaixão, a empatia, etc., equipamento esse que utilizará na área (casa) da vida onde estiver o Sol (atenção aos aspectos ao Sol de outros planetas, que podem alterar as características do “equipamento”); ao indivíduo com o Sol (em qualquer signo) na casa 12 é-lhe “pedido” que se “sacrifique” a um atitude mais espiritual (casa 12) perante a vida, o que são factos completamente distintos. A casa 12 pede sacrifícios, renúncias, sobretudo ao Ego, sendo o Sol o Self, que muitas vezes se identifica com o Ego, estamos perante um problema de renúncia perante si próprio, erroneamente, pois não é a si próprio que o indivíduo renuncia, mas a uma parte de si com a qual se identifica, mas que não é. Na prática budista o conceito de “vacuidade” é central, ié, o Eu não tem existência inerente, o Eu não existe, é uma criação da mente com a qual o indivíduo se identifica, deve esse facto ser reconhecido, através da meditação, se o indivíduo quiser atingir a Iluminação, portanto nem Self, nem Ego, isto parece estar de acordo com os mais elevados desígnios da casa 12, a renúncia total a si mesmo, para a união com a entidade Superior. Isto é algo ainda difícil de atingir para as nossas mentes e psicologias ocidentais, não é assim?
Se o Sol está na casa 12, isso implica que no mapa natal daquele indivíduo existe pelo menos uma indicação clara de que deve dar uma particular atenção aos assuntos dessa casa. Em qualquer mapa, a casa que alberga o Sol é sempre uma das mais importantes do mapa, pois o centro da personalidade está “sintonizado” com essa área de experiência vivencial. O motivo pelo qual puxo este artigo, é que tenho observado alguns padrões problemáticos em indivíduos com o Sol nesta casa. Qual parece ser o problema?
Se leram os artigos de Peixes, entenderam a “direcção” pisciana, ou seja, a de um indivíduo que “voluntariamente” se despe de Ego, da vaidade da realização, não da realização, para compassivamente se “entregar” a algo mais elevado (o mapa Natal de Jesus Cristo, com 6 planetas em Peixes), alguém que de modo próprio aceita “sacrificar-se” pelo Outro ou Outros, em prol de uma vida melhor para todos. Isto pode ser observável em qualquer estado de evolução espiritual, esteja o indivíduo no estado de consenso ou no estado espiritual. Se o indivíduo nasce Peixes, essa é a sua programação de base, de maneira é que a mesma é posteriormente “distorcida” pela família, sociedade, cultura, religião, etc., é outro assunto. Numa época de hedonismo, qualquer cheiro a sacrifício pode parecer um sacrilégio, mas há muitas pessoas que se “sacrificam” para o bem comum, no entanto esse acto sacrificial é apreciado de fora, normalmente o indivíduo faz porque está na sua natureza, e por vezes nem questiona se é sacrifício ou não, faz porque sente que tem que fazer, e essa é uma das raízes da felicidade e da paz de espírito, ser-se o que se é, independentemente das contradições envolvidas.
Um ser assim necessita de um certo isolamento (casa 12), modernamente, pode gostar de dar uns passeios a sós, ou de permanecer longos períodos a sós, naquele quarto mal iluminado, a ler ou meditar. Donde derivam os problemas da casa 12? Eles parecem ser vários, em primeiro lugar, temos algumas vezes um Ascendente (final da casa 12 e cúspide da casa1) diferente do signo solar, i.é, por exemplo, o Sol em Touro e o Ascendente Gémeos, o pacato, calmo, indivíduo taurino não “concorda” com a sua imagem exterior geminiana, agitada, faladora, aqui temos um ponto de discórdia, se por exemplo Urano faz aspecto ao Ascendente, temos uma discórdia agravada, pois para além de tagarela e extrovertido o indivíduo é ainda rebelde e excêntrico. Se algumas destas qualidades são valorizadas em determinados meios, se o indivíduo nasceu no Bronx, o ascendente vai-lhe dar jeito e pode aprender a usar essa máscara confortavelmente, se nasceu no seio de uma família conservadora que o deseja para gerir os negócios, podemos ter um “filme” pois temos um Sol Touro casa 12, Ascendente Gémeos aspectado por Urano, e se juntarmos uma Lua em Sagitário na casa 6 por exemplo? Estamos a ver que um mapa natal, nada diz a respeito da família, meio, cultura em que o indivíduo nasceu, nada diz a respeito do seu estado de evolução espiritual actual e também nada diz a propósito do esforço que o indivíduo vai empregar
“para se cumprir” a si próprio.
Vimos portanto que se o Sol está na 12 e o Ascendente não é do mesmo signo, o indivíduo pode não gostar muito da sua imagem, preconizada pelo Ascendente, se isso acontece pode tentar ter outra imagem através da bebida, por exemplo, que nos dá logo outra imagem, mais segura, confiante, desinibida, atrevida) ou pode “escapar” desta - os comportamentos escapistas piscianos, sem que exista o mínimo sinal de Peixes ou Neptuno á vista - imaginando qualidades que não tem, refugiando-se onde não deve.
Uma outra questão é justamente o desígnio pisciano que está adstrito também à casa 12, que determina o desenvolvimento de uma atitude espiritual perante a vida, não disse religião propositadamente, a religião hoje tem mais que ver com moral, do que com espiritual, também não disse misticismo, embora seja esse um factor apelativo à sociedade moderna, pretende-se ser místico, porque se deseja ter essa imagem, que dá uma certa mística, é o falso misticismo. Essa atitude logicamente levará o indivíduo a perceber que existe algo maior que ele, que para que se possa unir com esse algo deve abandonar para trás uma série de valores, aliás quase todos os valores contemporâneos se desajustam, riqueza, bens materiais, ambição a qualquer preço, competitividade, falta de solidariedade, falta de carinho, vaidade, crítica, julgamento, manipulação, e talvez o mais desejado vontade de poder sobre terceiros, desde o filho, ao companheiro, ao animal, ao planeta. Começa a não ser difícil perceber que indivíduos pouco evoluídos espiritualmente, ou muito carregados de “Ego” podem ter sérias dificuldades com um Sol na casa 12. Não é também difícil perceber que as pessoas se agarram a valores e com eles se identificam, pelo que estão dispostas a tudo para terem algo com que se identifiquem, seja um par de óculos ou umas férias na neve. A necessidade de aceitação pelo grupo é acéfala e vem dos tempos da infância em que a criança sentia necessidade em fazer de tudo para agradar à mãe, para ser aceite, se considerarmos que para um adolescente ou um jovem adulto o seu grupo ou àquele a que deseja pertencer, é a sua “mãe”, à semelhança da infância tudo fará para agradar, identificando-se com símbolos, atitudes, crenças que lhe podem ser totalmente exteriores e até desadequadas para o seu desenvolvimento.
Uma personalidade de Leão (em Quinqunce com Peixes) exuberante, a necessitar de atenção, egoista, para quem a espiritualidade é coisa para desconfiar, ou de Gémeos (Quadratura com Peixes), que não quer cá problemas com “religiões”, ou Sagitário (Quadratura com Peixes), que até quer saber qual é o sentido da vida, desde que não tenha que abandonar os prazeres da mesma, todos eles com Sol em casa 12, poderão passar um mau bocado até perceberem que devem dar atenção aos assuntos dessa casa sob pena de estarem a deixar por completar a via para a qual nasceram. Outras personalidades poderão ter problemas, independentemente de serem ou não signos carregados de “Ego”, um Touro não o é por exemplo, mas agarra-se a posses, objectos, dinheiro na mão, identifica-se com isso, trabalha para isso, se lhe disserem que tem que largar o conforto e adoptar uma atitude de desligamento de uma série de valores que cultiva, o mais provável é virar costas e nem dar mais um palmo de atenção. Por outro lado, embora esta atitude se verifique mais nos momentos iniciais de confusão, o indivíduo até se pode rever e adopta uma atitude pseudo-mística, a qual deriva da necessidade de se identificar com a prática que adoptou ou pretende adoptar. Hoje em dia, é muito comum esta via do falso místico e do colar de contas, no fundo a preocupação em dar uma imagem de, ao invés de se vivenciar o que se é.
O que acontece é que o padrão energético da casa 12 vai-se continuar a fazer sentir para esse Sol, independentemente do signo em que esteja, ou dos planetas que o aspectem. O indivíduo vai sentir no mais fundo de si (Sol-Self-o mais fundo de si) que algo está errado, vai ouvir um chamamento constante, semi-consciente, que o arrasta para outros planos que não os necessariamente normais e materiais do dia-a-dia. Se está bem consigo mesmo e percebe essa necessidade, se a mesma lhe não é negada por circunstâncias laborais, sociais, familiares, etc., o indivíduo fará a sua abordagem lenta e seguramente, adoptando as novas necessidades sem grandes dissabores, se o contrário acontece, temos bebida, droga, confusão, isolamento mental e possivelmente físico, doença.
A um indivíduo com o Sol em Peixes, é-lhe dado um “equipamento” no qual vai a capacidade de sacrifício, a compaixão, a empatia, etc., equipamento esse que utilizará na área (casa) da vida onde estiver o Sol (atenção aos aspectos ao Sol de outros planetas, que podem alterar as características do “equipamento”); ao indivíduo com o Sol (em qualquer signo) na casa 12 é-lhe “pedido” que se “sacrifique” a um atitude mais espiritual (casa 12) perante a vida, o que são factos completamente distintos. A casa 12 pede sacrifícios, renúncias, sobretudo ao Ego, sendo o Sol o Self, que muitas vezes se identifica com o Ego, estamos perante um problema de renúncia perante si próprio, erroneamente, pois não é a si próprio que o indivíduo renuncia, mas a uma parte de si com a qual se identifica, mas que não é. Na prática budista o conceito de “vacuidade” é central, ié, o Eu não tem existência inerente, o Eu não existe, é uma criação da mente com a qual o indivíduo se identifica, deve esse facto ser reconhecido, através da meditação, se o indivíduo quiser atingir a Iluminação, portanto nem Self, nem Ego, isto parece estar de acordo com os mais elevados desígnios da casa 12, a renúncia total a si mesmo, para a união com a entidade Superior. Isto é algo ainda difícil de atingir para as nossas mentes e psicologias ocidentais, não é assim?
<< Home