Sou mesmo Independente?
Ser independente parece ser uma aspiração fundamental de todas as personalidades mais ou menos marcianas ou de Carneiro. O impulso vital para a afirmação pessoal necessária neste signo, tem que conferir uma forma de acção que seja de algum modo independente. Mas o que quer isso dizer? Com efeito, tudo o que fazemos depende de nós, fazemo-lo com o nosso corpo, se dominamos o nosso corpo e a nossa mente, podemos dizer que somos independentes, mas não parece ser essa a forma na qual o termo é interpretado. Por vezes confunde-se independência com actos a sós, que não dependem fundamentalmente de ninguém, mas isso reflecte muitas vezes a qualidade pela qual gostaríamos de ser vistos, é algo exterior, faz parte de uma certa aspiração a termos uma auto-imagem de pessoa independente. Falei em artigo anterior (mitos da astrologia, a auto imagem) dos perigos de considerarmos que a auto-imagem é algo que nos define, pois podemos passar a ser escravos dessa definição, dessa imagem, e sendo escravos, não somos independentes.
Desse modo queremo-nos considerar independentes, ou que nos considerem como tal, sobretudo para nos protegermos da “invasão” ao nosso Ego pelos outros, ou seja, a independência vista desse prisma, é cultivada como uma forma de protecção egoísta. Acima de tudo não queremos dar explicações dos nossos actos a ninguém (muitas vezes não temos de facto que o fazer), ou porque não estamos para apanhar com as exigências do Outro, “hoje não estou para levar com conversas sérias”, ou porque não queremos perceber que existe Outro que fundamentalmente também tem necessidades, entre as quais provavelmente a de se sentir independente também. Sintetizando, a independência vista deste ângulo, parece ser uma defesa ao nosso Eu, impedindo outros de chegarem até nós, contudo isso obscurece também a nossa chegada aos Outros, isso é fundamentalmente um acto de alienação pessoal e do Outro.
Outro perigo de nos “vermos” independentes, é se isso nos convém ao nosso projecto pessoal imediato, contudo se nos vemos em apuros rapidamente voltamos à fonte com a qual anteriormente “cortámos”, pelo que a independência além de egoísta pode também ser interesseira, não prosseguida como percepção de vida, mas cultivada ao sabor dos nossos interesses. Isso parecem ser manifestações grosseiras da energia marciana, imediatismo, curto prazo, acção por interesse e em proveito próprio, considerando os outros apenas como extensão vicária dos nossos desejos. Essa atitude é muito presente na sexualidade masculina em relação ás mulheres, por vezes o interesse é exclusivamente sexual, após o orgasmo deixa de haver contacto físico ou psicológico, deixa de haver interesse, contudo é de notar no entanto que cada vez mais mulheres parecem apresentar esta característica. A sexualidade tem sempre várias componentes, quer se pense nelas ou não, o emocional, o mental e o espiritual também estão presentes, não é só o físico. É possível, honrar e alimentar essas outras partes, ampliando o contacto e o prazer. Mas isso creio que já muita gente sabe, este é um tema em que quase todos são especialistas.
Ser independente, poderá significar que não necessitamos de depender de nada excepto da nossa consciência, que cortámos a dependência de guias externos, os quais, na maior parte das vezes, apenas acentuam a desconfiança e suspeita quanto a tudo o que nos pretende guiar, e se deles dependemos, isso incentiva-nos também renunciar à responsabilidade pessoal pelos nossos actos. Ser independente é também renunciar à vontade dos outros em nos controlar, isso é um prisma positivo. Com isso desenvolvemos autoconfiança, autorealização, e munidos dessas qualidades, estamos aptos a promovê-las nos outros, porque dificilmente damos aquilo que não temos.
Até que ponto nos podemos considerar verdadeiramente independentes? Em que é que somos dependentes? Com que pessoas? Quais são os actos dos quais estamos dependentes? Cremos ser independentes e responsáveis, ou só quando nos dá jeito?
Desse modo queremo-nos considerar independentes, ou que nos considerem como tal, sobretudo para nos protegermos da “invasão” ao nosso Ego pelos outros, ou seja, a independência vista desse prisma, é cultivada como uma forma de protecção egoísta. Acima de tudo não queremos dar explicações dos nossos actos a ninguém (muitas vezes não temos de facto que o fazer), ou porque não estamos para apanhar com as exigências do Outro, “hoje não estou para levar com conversas sérias”, ou porque não queremos perceber que existe Outro que fundamentalmente também tem necessidades, entre as quais provavelmente a de se sentir independente também. Sintetizando, a independência vista deste ângulo, parece ser uma defesa ao nosso Eu, impedindo outros de chegarem até nós, contudo isso obscurece também a nossa chegada aos Outros, isso é fundamentalmente um acto de alienação pessoal e do Outro.
Outro perigo de nos “vermos” independentes, é se isso nos convém ao nosso projecto pessoal imediato, contudo se nos vemos em apuros rapidamente voltamos à fonte com a qual anteriormente “cortámos”, pelo que a independência além de egoísta pode também ser interesseira, não prosseguida como percepção de vida, mas cultivada ao sabor dos nossos interesses. Isso parecem ser manifestações grosseiras da energia marciana, imediatismo, curto prazo, acção por interesse e em proveito próprio, considerando os outros apenas como extensão vicária dos nossos desejos. Essa atitude é muito presente na sexualidade masculina em relação ás mulheres, por vezes o interesse é exclusivamente sexual, após o orgasmo deixa de haver contacto físico ou psicológico, deixa de haver interesse, contudo é de notar no entanto que cada vez mais mulheres parecem apresentar esta característica. A sexualidade tem sempre várias componentes, quer se pense nelas ou não, o emocional, o mental e o espiritual também estão presentes, não é só o físico. É possível, honrar e alimentar essas outras partes, ampliando o contacto e o prazer. Mas isso creio que já muita gente sabe, este é um tema em que quase todos são especialistas.
Ser independente, poderá significar que não necessitamos de depender de nada excepto da nossa consciência, que cortámos a dependência de guias externos, os quais, na maior parte das vezes, apenas acentuam a desconfiança e suspeita quanto a tudo o que nos pretende guiar, e se deles dependemos, isso incentiva-nos também renunciar à responsabilidade pessoal pelos nossos actos. Ser independente é também renunciar à vontade dos outros em nos controlar, isso é um prisma positivo. Com isso desenvolvemos autoconfiança, autorealização, e munidos dessas qualidades, estamos aptos a promovê-las nos outros, porque dificilmente damos aquilo que não temos.
Até que ponto nos podemos considerar verdadeiramente independentes? Em que é que somos dependentes? Com que pessoas? Quais são os actos dos quais estamos dependentes? Cremos ser independentes e responsáveis, ou só quando nos dá jeito?
<< Home