Touro Parte I
Um bebé sentado no seu carrinho, com um gesto engraçado, arremessa borda fora impulsiva e desajeitadamente um qualquer brinquedo, ainda não fala (Touro vem antes de Gémeos, que rege a comunicação verbal e o pensamento), mas já parece querer afirmar qualquer coisa com esse gesto, talvez um “não quero isto, isto para mim não presta”; uma outra imagem que é quase lei de Murphy para o mundo infantil antes da linguagem, “todo o objecto independentemente das suas dimensões, tem enormes possibilidades de ir parar à boca”, parece existir uma altura em que o mundo do bebé se divide entre o que presta para comer e o que não presta para comer, todavia será só isso, ou estará o bebé a discriminar pelo exercício dos seus sentidos, do toque, do cheiro, do paladar, do ouvir, do olhar?
Em seguida a Carneiro, que busca a experiência pela acção, aumentando dessa forma o seu património de autoconhecimento, vem Touro, que se proporciona um momento de pausa, de apreciação, de discriminação, não quero aquilo, identifico-me com isto e portanto quero isto para mim, dou valor a este objecto e não dou àquele, a este que dou valor, quero-o perto de mim e se mo tiram, vou fazer uma “berraria”, porque não suporto ficar sem coisas das quais gosto e com que me identifico. Se no 1º signo existia uma identificação com as experiências, que conduziria a uma miríade delas de modo mais ou menos indiscriminado, com o objectivo do indivíduo ir tomando conhecimento acerca de quem é, neste caso o processo de autoidentificação, passa pelo que parece ser o desígnio do signo: o auto sustento, como hipótese evolucionária e de sobrevivência.
Toda a “bagagem” psicológica de Touro passa pela identificação de hipóteses que conduzem ao auto sustento, se em Carneiro existe a tentação da autonomia, mas com base num suporte externo, Touro busca justamente eliminar o suporte externo e depender apenas de si, todos os outros processos e energias subjacentes ao signo parecem estar de acordo com este propósito básico. Convém no entanto perceber que em todos os signos se procura o mesmo, uma noção de Eu que proporcione segurança e respostas, quem sou eu, quero estar seguro de quem sou, em cada signo a resposta se dá de forma diferente.
Após isto será fácil perceber que a tentação da identificação conduza a respostas energéticas desadequadas, no entanto o princípio evolucionário cumpre-se. O auto sustento passa por trabalhar para mim, para me sustentar, em determinado momento, isso leva a ter ou possuir objectos, consequência da materialidade e da acumulação de riqueza pelo trabalho, ao me identificar com trabalho, riqueza e objectos decorrentes, a minha noção de Eu e segurança associada pode começar a passar pela posse. Não sei se isto é inteligível, mas a necessidade básica que determina a possibilidade do auto sustento, dá assim origem a um conjunto de características que comummente identificamos com o signo e que podem ter leituras distintas, consoante a polaridade positiva ou negativa da sua utilização.
Regra geral, os manuais de astrologia veiculam a ideia do “Eu possuo”, como lema do Touro, essa posse, que na idade adulta se pode transferir para o apego ao material, às pessoas, aos afectos, às ideias, às crenças, aos valores, parece ser consequência dessa necessidade de autonomização no que diz respeito ao autosustento.
Donde vem a teimosia atribuída ao signo? Está subjacente ao lema de posse, eu não quero largar aquilo que é considero meu, esta é a minha ideia, não a largo e defendo-a teimosamente, quem já discutiu com um Touro em estado de pouca abertura, sabe certamente do que estou a falar, o mesmo se pode aplicar a Aquário, embora em menor intensidade, e em Escorpião, com intensidade amplificada, pois ambos fazem quadraturas ao Touro e padecem dessas características, são signos fixos, cuja palavra chave parece ser SEGURANÇA, no Touro será a segurança MATERIAL (Terra). Por outro lado, parece fazer sentido a ideia de persistência, também associada à teimosia, pois caso contrário, abandonar-se-iam empresas necessárias ao auto sustento, e a luta pela sobrevivência estaria comprometida. Repare-se que a equação “indivíduo” segundo a filosofia astrológica, contém 12 partes, e estamos obviamente a analisar apenas uma delas, pelo que será limitativo avaliar um indivíduo do signo Touro apenas com base nestes preceitos.
Subjacente á posse vem todas as características boas e menos boas de Touro, ciúme, possessividade, capacidade para adquirir posses pelo próprio esforço, pelo trabalho. Regra geral os Touros possuem boa capacidade de trabalho, confiam muito no que conhecem, nas suas próprias mãos, pelo que inovações tecnológicas, não parece ser com eles (Quadratura a Aquário) mas não se importam de trabalhar duro para conseguirem as suas metas, sendo uma delas provavelmente a segurança material que atrás falei e com isso, vão desenvolver lateralmente a ambição. Não parece no entanto que essa ambição lhes seja algo inato, parece provir acima de tudo de uma excessiva identificação com o desejo de posse, ou de segurança material, e nesse caso obviamente tudo farão para conquistar que quer que seja que lhes traga isso.
No mundo moderno, capacidade de trabalho mais ambição, normalmente trás liderança, mas se a primeira parece inata, como disse atrás a ambição não o parece, pelo que não parecem especialmente apetrechados para a liderança e quando a desenvolvem parece existir algo de pouco natural e “sobrecompensado”, derivando em excesso de autoridade, ou numa forma de autoridade pouco natural, desequilibrada, e embora sejam excelentes trabalhadores, tiranizam e manipulam os colaboradores. Não sei se isto tem que ver com algum desequilíbrio de origem escorpiónica, pois repetidamente tenho observado nalguns signos que as “compensações” vem exactamente do pior que existe no signo oposto, uma espécie de “sombra” que está do outro lado da margem. Isso parece confirmar que a compreensão de um signo, não pode acontecer sem a compreensão do seu oposto e não só, que a evolução parece dar-se pela dialéctica entre opostos. Mas isto é outro artigo. Veremos na próxima semana o que mais podemos saber de Touro, outras pistas vão também sendo dadas nos outros 2 artigos desta semana.
Em seguida a Carneiro, que busca a experiência pela acção, aumentando dessa forma o seu património de autoconhecimento, vem Touro, que se proporciona um momento de pausa, de apreciação, de discriminação, não quero aquilo, identifico-me com isto e portanto quero isto para mim, dou valor a este objecto e não dou àquele, a este que dou valor, quero-o perto de mim e se mo tiram, vou fazer uma “berraria”, porque não suporto ficar sem coisas das quais gosto e com que me identifico. Se no 1º signo existia uma identificação com as experiências, que conduziria a uma miríade delas de modo mais ou menos indiscriminado, com o objectivo do indivíduo ir tomando conhecimento acerca de quem é, neste caso o processo de autoidentificação, passa pelo que parece ser o desígnio do signo: o auto sustento, como hipótese evolucionária e de sobrevivência.
Toda a “bagagem” psicológica de Touro passa pela identificação de hipóteses que conduzem ao auto sustento, se em Carneiro existe a tentação da autonomia, mas com base num suporte externo, Touro busca justamente eliminar o suporte externo e depender apenas de si, todos os outros processos e energias subjacentes ao signo parecem estar de acordo com este propósito básico. Convém no entanto perceber que em todos os signos se procura o mesmo, uma noção de Eu que proporcione segurança e respostas, quem sou eu, quero estar seguro de quem sou, em cada signo a resposta se dá de forma diferente.
Após isto será fácil perceber que a tentação da identificação conduza a respostas energéticas desadequadas, no entanto o princípio evolucionário cumpre-se. O auto sustento passa por trabalhar para mim, para me sustentar, em determinado momento, isso leva a ter ou possuir objectos, consequência da materialidade e da acumulação de riqueza pelo trabalho, ao me identificar com trabalho, riqueza e objectos decorrentes, a minha noção de Eu e segurança associada pode começar a passar pela posse. Não sei se isto é inteligível, mas a necessidade básica que determina a possibilidade do auto sustento, dá assim origem a um conjunto de características que comummente identificamos com o signo e que podem ter leituras distintas, consoante a polaridade positiva ou negativa da sua utilização.
Regra geral, os manuais de astrologia veiculam a ideia do “Eu possuo”, como lema do Touro, essa posse, que na idade adulta se pode transferir para o apego ao material, às pessoas, aos afectos, às ideias, às crenças, aos valores, parece ser consequência dessa necessidade de autonomização no que diz respeito ao autosustento.
Donde vem a teimosia atribuída ao signo? Está subjacente ao lema de posse, eu não quero largar aquilo que é considero meu, esta é a minha ideia, não a largo e defendo-a teimosamente, quem já discutiu com um Touro em estado de pouca abertura, sabe certamente do que estou a falar, o mesmo se pode aplicar a Aquário, embora em menor intensidade, e em Escorpião, com intensidade amplificada, pois ambos fazem quadraturas ao Touro e padecem dessas características, são signos fixos, cuja palavra chave parece ser SEGURANÇA, no Touro será a segurança MATERIAL (Terra). Por outro lado, parece fazer sentido a ideia de persistência, também associada à teimosia, pois caso contrário, abandonar-se-iam empresas necessárias ao auto sustento, e a luta pela sobrevivência estaria comprometida. Repare-se que a equação “indivíduo” segundo a filosofia astrológica, contém 12 partes, e estamos obviamente a analisar apenas uma delas, pelo que será limitativo avaliar um indivíduo do signo Touro apenas com base nestes preceitos.
Subjacente á posse vem todas as características boas e menos boas de Touro, ciúme, possessividade, capacidade para adquirir posses pelo próprio esforço, pelo trabalho. Regra geral os Touros possuem boa capacidade de trabalho, confiam muito no que conhecem, nas suas próprias mãos, pelo que inovações tecnológicas, não parece ser com eles (Quadratura a Aquário) mas não se importam de trabalhar duro para conseguirem as suas metas, sendo uma delas provavelmente a segurança material que atrás falei e com isso, vão desenvolver lateralmente a ambição. Não parece no entanto que essa ambição lhes seja algo inato, parece provir acima de tudo de uma excessiva identificação com o desejo de posse, ou de segurança material, e nesse caso obviamente tudo farão para conquistar que quer que seja que lhes traga isso.
No mundo moderno, capacidade de trabalho mais ambição, normalmente trás liderança, mas se a primeira parece inata, como disse atrás a ambição não o parece, pelo que não parecem especialmente apetrechados para a liderança e quando a desenvolvem parece existir algo de pouco natural e “sobrecompensado”, derivando em excesso de autoridade, ou numa forma de autoridade pouco natural, desequilibrada, e embora sejam excelentes trabalhadores, tiranizam e manipulam os colaboradores. Não sei se isto tem que ver com algum desequilíbrio de origem escorpiónica, pois repetidamente tenho observado nalguns signos que as “compensações” vem exactamente do pior que existe no signo oposto, uma espécie de “sombra” que está do outro lado da margem. Isso parece confirmar que a compreensão de um signo, não pode acontecer sem a compreensão do seu oposto e não só, que a evolução parece dar-se pela dialéctica entre opostos. Mas isto é outro artigo. Veremos na próxima semana o que mais podemos saber de Touro, outras pistas vão também sendo dadas nos outros 2 artigos desta semana.
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