Problemas da astrologia: O conhecimento astrológico
“Existe uma diferença entre informação, conhecimento e sabedoria. A informação é um conjunto de dados que quando utilizados para um determinado fim, se tornam conhecimento, mas é o tipo de uso que se faz do conhecimento, que o torna em sabedoria.” Deepak Chopra
Este artigo pertence a uma série que visa abordar alguns “becos” que por vezes parecem surgir na abordagem á astrologia, como consequência do desconhecimento, da credulidade ou até do medo e da insegurança. O nosso conhecimento das influências planetárias pode-nos fornecer uma pseudo-segurança, um falso sentido de poder, uma almofada contra o caos interior e o desconhecido lá fora, os quais temos receio de enfrentar directamente. Aquilo que nos serve de escudo de protecção, é também aquilo que nos pode enfraquecer. A nossa cultura actual é fundada na racionalidade, todavia esse atributo não é perfeito, a razão é uma arma desigual porque individual, e é as mais das vezes esmagada sob o peso da razão colectiva, a qual por vezes fornece também um falso sentido de poder e nos protege de nós próprios. É tão perigoso escudar-mo-nos numa como noutra, no entanto necessitamos sempre de algo a que nos agarrar, ou não? Somos aquilo que lemos sobre nós? Temos a capacidade de nos distanciar, mas de simultaneamente digerir a informação em nosso proveito, de modo que se torne sabedoria?
O alerta vai no sentido da necessidade de experienciar, perceber a um nível diferente do nível puramente intelectual. Só experienciando (e percebendo) o medo, a incerteza, a nossa falta de poder, podemos desenvolver confiança, auto-segurança e poder interior. Somente deixando de controlar, podemos verdadeiramente ganhar controle; somente experienciando o desconhecido, podemos transcender os limites do conhecido e alinharmo-nos com as mais profundas forças que nos podem guiar. Esse é o segredo da leitura astrológica, conhecer, mas não se deixar dominar pelo conhecimento, não se deixar guiar pelo que vem nos livros, mas aprendermos a guiar-nos com a ajuda deles. E depois, deitá-los fora…
Por outro lado, a necessidade de harmonizar e ampliar vários tipos de saber, estamos confinados aos sentidos e ao mental, mas cada vez existem mais dados que nos levam a desconfiar da natureza dessas percepções, sobretudo se necessitamos de ampliar o nosso conhecimento. O nosso campo perceptual parece definir tudo aquilo que conhecemos, mas isso não é uma certeza, são muitas as vezes em que dominam as crenças, ao invés do conhecimento. Em que é que acredito? Porque é que acredito nisso? A astrologia não é uma crença, é uma tentativa filosófica de explicação dos fenómenos, é o modo como a usamos em benefício próprio, que determina o seu valor para nós, ou seja, não tem qualquer valor per si, apenas o tem na medida em que nos servimos dele para o auto conhecimento, para o desenvolvimento pessoal.
Este artigo pertence a uma série que visa abordar alguns “becos” que por vezes parecem surgir na abordagem á astrologia, como consequência do desconhecimento, da credulidade ou até do medo e da insegurança. O nosso conhecimento das influências planetárias pode-nos fornecer uma pseudo-segurança, um falso sentido de poder, uma almofada contra o caos interior e o desconhecido lá fora, os quais temos receio de enfrentar directamente. Aquilo que nos serve de escudo de protecção, é também aquilo que nos pode enfraquecer. A nossa cultura actual é fundada na racionalidade, todavia esse atributo não é perfeito, a razão é uma arma desigual porque individual, e é as mais das vezes esmagada sob o peso da razão colectiva, a qual por vezes fornece também um falso sentido de poder e nos protege de nós próprios. É tão perigoso escudar-mo-nos numa como noutra, no entanto necessitamos sempre de algo a que nos agarrar, ou não? Somos aquilo que lemos sobre nós? Temos a capacidade de nos distanciar, mas de simultaneamente digerir a informação em nosso proveito, de modo que se torne sabedoria?
O alerta vai no sentido da necessidade de experienciar, perceber a um nível diferente do nível puramente intelectual. Só experienciando (e percebendo) o medo, a incerteza, a nossa falta de poder, podemos desenvolver confiança, auto-segurança e poder interior. Somente deixando de controlar, podemos verdadeiramente ganhar controle; somente experienciando o desconhecido, podemos transcender os limites do conhecido e alinharmo-nos com as mais profundas forças que nos podem guiar. Esse é o segredo da leitura astrológica, conhecer, mas não se deixar dominar pelo conhecimento, não se deixar guiar pelo que vem nos livros, mas aprendermos a guiar-nos com a ajuda deles. E depois, deitá-los fora…
Por outro lado, a necessidade de harmonizar e ampliar vários tipos de saber, estamos confinados aos sentidos e ao mental, mas cada vez existem mais dados que nos levam a desconfiar da natureza dessas percepções, sobretudo se necessitamos de ampliar o nosso conhecimento. O nosso campo perceptual parece definir tudo aquilo que conhecemos, mas isso não é uma certeza, são muitas as vezes em que dominam as crenças, ao invés do conhecimento. Em que é que acredito? Porque é que acredito nisso? A astrologia não é uma crença, é uma tentativa filosófica de explicação dos fenómenos, é o modo como a usamos em benefício próprio, que determina o seu valor para nós, ou seja, não tem qualquer valor per si, apenas o tem na medida em que nos servimos dele para o auto conhecimento, para o desenvolvimento pessoal.
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